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Porque o mercado local deve ser o futuro da alimentação consciente

Publicada em 08.05.2015

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Foto: Reprodução

Manter uma alimentação saudável não é tarefa fácil. Mas, temos que admitir, isso já foi bem mais complicado. Hoje em dia qualquer rede de supermercado oferece seções de produtos naturais, integrais, sem glúten e sem tudo aquilo que te provoca arrepios.

Acompanhando esse movimento, estão as pequenas e novas empresas que com seu conceito feito em casa vêm conquistando (e fidelizando) muita gente. E é justamente nelas que apostamos nossas fichas para o futuro do setor alimentício.

Óbvio que as grandes companhias vão (e devem) continuar aumentando as vendas de seus produtos mais conscientes. Mas existem uma série de fatores que, na opinião do SouVegetariano.com, contribuirão e muito com o fortalecimento desses pequenos empreendedores.

Portanto, se você está pensando em ganhar uma grana com aquele cupcake sem glúten que só você sabe fazer, aqui vai uma série de motivos pra te convencer a colocar isso em prática de uma vez.

 

Geolocalização

Essa é a questão mais importante, e bem fácil de entender. Quanto mais saudável o produto é, menos conservantes ele tem. O Brasil é um país gigante e a distribuição de alimentos sempre foi um ponto-chave nos negócios das grandes indústrias. Quando uma empresa consegue desenvolver alimentos que só ofereçam benefícios para o seu corpo, fica engessada na questão da distribuição, já que ele demora muito menos para estragar.

Conforme o consumidor aumenta sua exigência por produtos “do bem”, mais vantagens o produtor local tem em relação às empresas que precisam de conservantes para vender nos quatro cantos do Brasil.

 

Amor

Chega até ser engraçado misturar amor e geolocalização em uma mesma lista, mas a questão é séria. Ninguém começa a vender seu sushi vegano porque estava de castigo. A pessoa ama o que faz, e transformou aquilo no seu ganha pão. Quando se mistura paixão e profissionalismo em um novo negócio, todo produto ganha em qualidade. E quando o cliente percebe isso, tem grandes chances de ser fidelizado.

 

Conceito Artesanal (ou Gourmetizado)

Reforçando o tópico do amor, produtos artesanais tem um valor agregado muito maior. É um mercado que cresceu exponencialmente nestes últimos anos. A gourmetização dos alimentos mais banais tem gerado um consumo paralelo, onde grandes empresas tem dificuldade de competir. Hoje em dia até um ovo cozido pode ter o seu algo mais, e isso fica muito mais fácil no mercado local do que na prateleira de um supermercado.

 

Necessidade

A necessidade é um incentivo que leva muita gente a empreender. Aquela pessoa que faz iogurtes sem lactose, muitas vezes começou porque era intolerante. Nesses casos, o cuidado no preparo dos alimentos é elevado à um nível ainda maior, já que ela sabe exatamente o que precisa. Antes de ser empresários, são consumidores. E quem melhor do que um consumidor para convencer outro de que um produto é bom?

 

“Desorganização”

Não estamos dizendo que pequenos empreendedores são desorganizados. Longe disso. Mas grandes empresas necessitam de uma organização tamanha, que vira burocracia. Os pequenos não são nada burocratas. Eles têm total liberdade para mimar seus clientes, já que não vivem de processos e planejamentos que devem ser seguidos à risca. O cliente se sente mais a vontade para dar suas sugestões, customizar, fazer exigências, e na maioria das vezes é atendido. Um diferencial que tem suas complicações, mas é insuperável na hora de conquistar a clientela.

 

Empreendedorismo 

O brasileiro é corajoso, empreendedor. Mesmo que o momento econômico do país não seja dos melhores, novas empresas continuam surgindo para atender vegetarianos, veganos e intolerantes. Aqui no portal acompanhamos o crescimento de algumas, e o que se percebe é que ainda é só o começo, e tem bastante espaço. É bem comum encontrar exemplos onde o problema enfrentado não é arrumar consumidores, e sim suprir a demanda. Não se trata de um oceano azul (não se iluda), mas dentro desse bolo de empreendedores, aqueles que conseguirem entender o público e criar produtos honestos e de qualidade, tem grandes chances de ir longe.

 

Baixo Custo

Dar o grande salto, montar sua micro indústria e contratar funcionários não é um investimento baixo. Mas começar o seu negócio “caseiro” até que pode sair bem em conta. Isso facilita os novos entrantes, o surgimento de micro (talvez até nano) empreendedores. A pessoa compra alguns ingredientes e começa a fazer sua especialidade numa escala maior para vender pros amigos. Você provavelmente conhece um exemplo assim. Nós aqui conhecemos muitos. Inclusive os casos em que essa “brincadeira” se tornou uma coisa séria e lucrativa.

 

Credibilidade

Pegue um punhado de tudo o que falamos aqui e coloque numa panela. Aqueça em fogo baixo e misture até ficar homogêneo. Essa é a receita da credibilidade. Fica muito mais fácil confiar em alguém que você conhece, mora perto do seu bairro, começou o seu negócio por amor, em casa, e porque precisava daquele produto, te mima, faz tudo o que você pede, e ainda tem uma história bonita de sucesso. Essas coisas você não percebe na prateleira do supermercado (mesmo que elas também existam por lá). É por isso que acreditamos que no futuro, cada vez mais os produtos saudáveis serão feitos bem pertinho de você. Mas de quem você vai escolher comprar, ficará a seu critério.