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O que temos a ensinar às futuras gerações?

Publicada em 18.06.2015

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Fonte: Google / Reprodução

Faz algum tempo li que a obesidade e sobrepeso infantil cresceram 1.000% no Brasil em 40 anos segundo o pesquisador e médico brasileiro Víctor Rodríguez Matsudo, um dos responsáveis pelo Estudo Internacional de Obesidade Infantil.

Também li numa pesquisa, entre fevereiro e abril de 2013, da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo que  apenas 20% dos pais tinham a percepção do problema de obesidade dos seus filhos, ou seja, 80% não estavam nem aí. A mesma turma de pesquisadores apontou evidências de atraso no desenvolvimento em 28% e anemia por deficiência de ferro em 38% das crianças avaliadas. O trabalho foi coordenado pela professora Elizabeth Fujimori.

Na década de 50 a incidência de crianças com câncer era inferior a 1%. Hoje, segundo o INCA, www.inca.gov.br, em 2014 chegou até 10% do número total dos 576 mil casos de câncer. E segundo a  Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer em coleta de dados em 19 países, descobriu-se que houve um aumento de cerca de 1% ao ano no número de casos infantis e de 1,5% anual entre adolescentes, entre os anos 1970 e 1990.

O que temos a ensinar?

Se pensarmos bem, o que fez uma criança de errado para ser obesa e obter um câncer? Bebeu álcool, fumou, foi engatinhando no setor de guloseimas dos mercados, foi garimpar ouro com mercúrio, trabalhou numa mina de carvão, com amianto? Nada disso. Esta criança nasceu de um ventre que era o reflexo da qualidade da atenção que a sociedade dispensa às futuras gerações. Ela  desenvolveu os hábitos que seus pais e familiares lhe transmitiram. Ou seja, a criança não teve culpa nenhuma por ter virado obesa e ou cancerosa. É vítima de nós adultos.

Segundo a Sociedade de Cirurgia Bariátrica, www.sbcbm.org.br, em pesquisa própria em 2015, registrou que 18,5% da população brasileira está obesa e 4% possui obesidade mórbida.  Agora em abril os jornais de Porto Alegre anunciam que os gaúchos possuem os maiores índices de sobre peso entre as capitais brasileiras. De 2006 a 2013 o sobrepeso ampliou em 18%. Agora 55% dos porto alegrenses têm sobrepeso. 21% são obesos, contra a média nacional de 17,9%. Estes números só tem a crescer.

Parece que nós adultos, nas formas de empresários, profissionais liberais, professores, pais, avós, agentes públicos, estamos muito à quem da capacidade de ensinar às futuras gerações bons hábitos de bem lidar com o corpo e a mente. Reprovados.