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A chave da saúde é a paz intestinal

Publicada em 13.04.2015

Foto: Reprodução SouVegetariano.com

As DCNT (Doenças Crônicas Não Transmissíveis) constituem uma das principais causas de morte nos países desenvolvidos e nas grandes cidades brasileiras. Entre essas doenças estão as cardiovasculares, os cânceres, o diabetes mellitus, as doenças respiratórias crônicas.

As dietas vegetarianas trazem resultados benéficos na prevenção e no tratamento de diversas doenças crônico-degenerativas não transmissíveis.

Não há estudos demonstrando aumento de doenças em grupos vegetarianos. As estatísticas mostram claramente que os vegetarianos sofrem menos de doenças degenerativas e câncer, e tem vida mais longa que os não vegetarianos. Populações vegetarianas têm risco reduzido de cardiopatias, câncer, diabetes, obesidade, doenças da vesícula biliar e hipertensão. Estudos demonstram que as populações vegetarianas têm 31% a menos de cardiopatias, 50% a menos de diabetes, vários cânceres a menos, sendo 88% a menos de câncer de intestino grosso e 54% a menos de câncer de próstata. Isso pode se dever ao IMC menor, ao melhor estado antioxidante e inflamatório e ao nível menor de insulina encontrado em vegetarianos.

Os fatores de risco para estas doenças são amplamente estudados em todo o mundo com análises específicas para diferentes populações devido a relação de inúmeros indicadores de estilos de vida.

Prática de atividade física, alimentação baseada em frutas, verduras e alimentos naturais, saúde mental, familiar e profissional (evitando estresse), meditação – são alguns dos indicadores impeditivos para o desenvolvimento de DCNT. Os vegetarianos, com isso, estão menos expostos aos fatores de risco para estas doenças, pois tendem a optar por um estilo de vida saudável onde hábitos alimentares adequados fazem parte juntamente com outros hábitos saudáveis.

As investigações científicas atuais demonstram que o acúmulo de toxinas no organismo é a porta de entrada das doenças. A maioria dos efeitos tóxicos e degenerativos de uma alimentação rica em proteína vem da carne e não da proteína vegetal. Além da toxicidade relacionada ao ácido úrico e purinas, a carne consumida atualmente, inclusive peixes, tem aproximadamente quinze vezes mais pesticidas e herbicidas do que a comida vegetal, e os laticínios, cinco vezes mais.

Quanto mais toxinas, mais acidificado fica o organismo e mais baixa a imunidade. Nessas condições, determinados micro-organismos patogênicos como vírus, bactérias e fungos podem proliferar, desencadeando processos inflamatórios. Um ambiente ácido disponibiliza menos oxigênio nos sistemas orgânicos, porque o excesso de hidrogênio produzido pelo sistema ácido reage com o oxigênio para formar água. Com isso, diminui a quantidade de oxigênio para os processos metabólicos.

Dessa forma, teremos falhas no sistema seguida de baixa da energia para um funcionamento normal – propiciando a degeneração dos órgãos e sistemas. Este é, a simples modo, o mecanismo das DCNT – O desequilíbrio alcalino-ácido provocado por uma alimentação baseada em produtos animais (carnes, produtos derivados do leite, leite pasteurizado), açúcares e gorduras é causa da permeabilidade intestinal e disbiose.

A permeabilidade intestinal ocorre devido a inflamação da mucosa intestinal que foi agredida por substâncias tóxicas. A disbiose é um desequilíbrio da flora intestinal que favorece a proliferação de micro-organismos maléficos.

Nessas condições, o organismo perde a sua capacidade seletiva e deixa entrar, através da mucosa intestinal, substâncias tóxicas provenientes da alimentação inadequada. Assim, um corpo exposto a inflamação e a ambiente ácido durante anos está sujeito a desenvolver DCNT.

A dieta não ácida dos alimentos de origem vegetal in natura, orgânicos, não-transgênicos e uma mente sadia são os fatores chave para desligar o botão de decomposição celular e seguir em direção ao restabelecimento de uma saúde completa.

A prática da alimentação consciente aumenta a imunidade do organismo e minimiza impactos da degeneração provenientes do estilo de vida moderno. Mesmo tendo a herança genética para estas doenças podemos não desenvolvê-la.

Alimentos frescos, orgânicos, crus, fermentados e germinados possuem enzimas, vitaminas, minerais, gorduras (ácidos graxos poliinsaturados e lipídios estruturados), são alcalinizantes e fortalecem o sistema vascular, o coração, o sistema digestivo, a imunidade, o organismo como um todo.

Devemos evitar alimentos cozidos, irradiados, embutidos, os açúcares e as gorduras saturadas, pois são alimentos prediletos de bactérias hostis que degradam substâncias presentes nessa forma de dieta, em produtos que fabricam o câncer, podendo agir diretamente na parede do intestino ou ser absorvidos, gerando um enorme problema para nosso corpo se livrar.

 

Para a garantia de uma saúde plena, optar por:

• Alimentos orgânicos.

• Frutas, verduras e legumes da época

• Sementes oleaginosas variadas

• Leite e queijo de sementes

• Pães caseiros e com diminuição de glúten

• Óleos prensados a frio /extra virgem

• Cogumelos frescos

• Sucos naturais com vegetais

• Alimentos fermentados: kefir, iogurtes de sementes, missô, etc

• Alimentos germinados ou broto de vegetais

• Água alcalina (faça a análise de sua água!)

• Mexer o corpo e a mente!

 

Evitar:

• Doces (inclusive mel, melado, agave, mascavo) – substituir por frutas passas ou frutas in natura

• Farinhas com glúten – preferir grãos moídos: amaranto, quinua, girassol, gergelim,

• Laticínios

• Alimentos processados

• Adoçantes artificiais, aditivos e conservantes

• Gorduras hidrogenadas

• Alimentos com aditivos químicos e transgênicos

• Carnes em geral

 

Deveríamos refletir – nosso intestino é responsável pelo equilíbrio hormonal de todas as glândulas do corpo, é essencial para a circulação sanguínea, é a base de nossa imunidade, é a origem de nosso bem-estar e alegria – A paz e a saúde começam nos intestinos!

 

Alguns livros que abordam os assuntos desta coluna:

COUSENS, Gabriel. A cura do diabetes pela alimentação viva. São Paulo: Alaúde, 2011.
COUSENS, Gabriel. Nutrição Evolutiva. São Paulo: Alaúde 2011
SMITH, Jeffrey. Roleta genética. São Paulo: João de Barro, 2009
SLYWITCH, Eric. Alimentação sem carne. São Paulo: Alaúde 2010
GONZALEZ, Alberto. Lugar de médico é na cozinha. Rio de Janeiro: Rio Sociedade Cultural LTDA, 2005
ABO, T. Revolução imunológica: as verdadeiras causas das doenças e a importância das terapias naturais e alternativas para a saúde; tradução Sohaku R. C. Bastos – Rio de Janeiro: Gasho Ed, 2008